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C Â M A R A    E  M    A Ç Ã O

Por Rui Medeiros - Relações Públicas

 

 

 

LIGA TRICORDIANA DAS COMPANHIAS DE REIS - LITRICOR

Presidente:  RUI MEDEIROS

"...vimos a sua estrela no Oriente, e viemos adorá-lo" (Mt. 2,2)

 FOLIA DE REIS!  MAIS DO QUE UMA TRADIÇÃO... UMA HISTORIA DE FÉ E RELIGIOSIDADE.

 

        A Folia de Reis chegou ao Brasil, vinda de Portugal onde tinha como finalidade o divertimento do povo, e ao chegar no Brasil adquiriu um sentido mais religioso do que profano.

         A Folia de Reis reproduz a viagem dos Reis Magos a Belém para adorar ao Deus-Menino (Jesus Cristo), e comumente é organizada por devoção ou pagamento de promessa. Esta promessa visa o recebimento de uma benção divina e na maioria das vezes, diz respeito a restauração da saúde do próprio promesseiro ou de alguém próximo a ele, melhora de condições financeiras ou resolução de algum problema pendente. Com a promessa, assume-se então um compromisso de participação na folia de reis, por no mínimo sete anos, podendo refazer o compromisso a cada múltiplo deste número.

             O número de componentes, ou foliões como são chamados, são de no mínimo doze, porém, para serem caracterizadas e regulamentadas necessitam  apresentar um número de no mínimo quinze a vinte componentes. Existem Folias de mais de trinta participantes.

         Os Foliões, normalmente são parentes ou amigos do responsável da Folia e representam os soldados dos Reis Magos. Vestem roupas denominadas fardas, semelhantes a uniformes militares, e organizam-se a partir de critérios hierárquicos bastante rígidos estabelecidos de acordo com a função de cada um.

        O mestre é a autoridade suprema e todos lhe devem obediência. Recai sobre seus ombros toda a responsabilidade do grupo que comanda. É ele ainda quem puxa os cantos, entoando-os em primeira ou segunda voz.

           O contramestre, substituto eventual do mestre, é o encarregado de recolher donativos e complementar a cantoria, harmonizando com o mestre.

           O bandeireiro, também chamado bandeirista ou alferes da bandeira, é o encarregado de levar a bandeira. Esta função, considerada de grande responsabilidade, é exercida, quase sempre, em pagamento de promessa.

       Os demais foliões são nomeados de acordo com as vozes que cantam ou os instrumentos que tocam.

             Os palhaços aparecem em números variável, tradicionalmente de uma a três, sendo divertidos e irreverentes. No desenvolvimento do auto, têm uma parte específica denominada chula.

          A bandeira, símbolo máximo e distintivo da folia, vai sempre à frente e é confeccionada segundo critérios e condições de cada grupo.

          Em sua jornada ou giro as folias percorrem ruas, estradas, vilas e povoados cantando as profecias. Caminham ao ritmo das marchas da rua, cantam de fronte das casas o pedido de abrição de portas, fazem a saudação ao dono da casa, cantam jornadas dos reis magos ou passagens da vida de Jesus, finalizando com o agradecimento e a despedida.

  

Seu ciclo de apresentação vai de 24 de Dezembro a 6 de Janeiro.

O canto recebe o nome de toada e é em estilo responsorial, isto é, o mestre canta e o grupo responde.

Algumas folias não permitem a participação de mulheres. Outras há que as aceitam no papel de Virgem Maria, de rainha da folia, de pastorinha, na função de porta bandeira ou ainda como auxiliares dos cantores para fazerem a voz em falsete, considerada difícil e cansativa para voz masculina.

O instrumento da folia é constituído por tarol, bumbo, caixa, chocalho, pandeiro, triângulo, sanfona e viola. A quantidade de cada um desses instrumentos varia de acordo com as condições financeiras do grupo.

Ao encerrar seu ciclo de apresentação, as folias costumam dar uma festa para agradecer as contribuições recebidas. É a festa do remate, denominada de “chegada”  para a qual convidam-se pessoas amigas, parentes e outras folias que comparecem uniformizadas.

           Em Três Corações, essa manifestação folclórica e religiosa, tem aumentado consideravelmente a cada ano. Haja visto que no ano de 1990  existia apenas dezoito Folias  no Município.

          Hoje, contamos com 52 Companhias  de Reis devidamente legalizada, sendo que quarenta e seis delas são filiadas à Litricor  – Liga Tricordiana das Companhias de Reis, que  ao longo dos últimos doze anos, tem  contado com o amparo da Prefeitura Municipal, que através da Casa da Cultura Godofredo Rangel, que hoje tem como coordenadora a Sra. Thais Iemini, como também sempre contou com apoio do  Vereador Paulo Sandy, que dotados do sentimento de colaboração e solidariedade,  fazem  com que  as apresentações  das Folias de Reis se tornam  mais  alegres e coloridas nas ruas da cidade.

         No dia  22 de dezembro – Domingo – a partir das 15:00 às 22:00 horas, as Folias de Reis filiadas à Litricor, estarão se    apresentando na Praça Odilon Rezende Andrade.

          As Companhias de Reis que estão devidamente licenciadas pela  Litricor são as seguintes: Folia  de Reis Recordação, Folia de Reis Jardim Orion, Folia de Reis Oscar Delcidio, Folia de Reis Renovação, Folia de Reis Boa Vontade, Folia de Reis Primo dos Irmãos, Folia de Reis São Vicente, Folia de Reis Estrela Guia, Folia de Reis Vila Fernão Dias, Folia de Reis Boa Ventura, Folia de Reis Vila Melo, Folia de Reis Mutucas, Folia de Reis Tira Couro, Folia de Reis Jardim Umuarama, Folia de Reis Amigos da Fé, Folia de Reis São Francisco, Folia de Reis Seis Amigos, Folia de Reis da Barra Mansa, Folia de Reis São João, Folia de Reis dos Amaros, Folia de Reis Vila São Jerônimo, Folia de Reis dos Damas, Folia de Reis dos Marcianos, Folia de Reis Vilas Boas, Folia de Reis Sobrinho Mariano e Limoeiro, Folia de Reis Irmãos Peró, Folia de Reis Cinturão Verde, Folia de Reis Tião Garoa, Folia de Reis do Grotão, Folia de Reis Irmãos Tobias, Folia de Reis Orídio Bento, Folia  de Reis dos Gringos, Folia de Reis dos Bermol, Folia de Reis do Jardim Paraíso, Folia de Reis Silva, Folia de Reis do Oriente,

                   Nos dias compreendidos de 26 de dezembro a 05 de janeiro de 2003, a cada noite, deverão se apresentar duas dessas  Folias de Reis, cultuando-se dessa forma, nosso folclore.